sábado, 27 de fevereiro de 2010

Canto Livre

Casa das Máquinas

Desse mundo que
Nada vou querer
Só meu canto é livre

Porque

Ando sem saber
Sem nem mesmo ter
Tempo pra poder amar

Você

Palco iluminado
Roupas coloridas
É mais um show
Que eu faço sem

Você

Olhando para cada menininha
Querendo que ali estivesse a minha
Caio na realidade
E choro em meu canto

Dessa multidão
Prisioneiro sou
Só meu canto é livre

Eu vou

Nesse mundo que
Ando sem saber
Sem tempo pra poder amar

Você

Nasce um sentimento
Cresce em meio ao pranto
E se levantar te ensinou

E vai

O amor que nasce agora entre a gente
Quebrando esse tabu indiferente
Vivendo em nossa américa
É livre o amor
Abraço meu

Palco abandonado
Onde nós sobrevivemos virgens

À crescer
À aprender

Tudo foi um sonho
Encoberto de rosas selvagens

Agora eu sei
Eu acordei

Desse mundo que
Nada vou querer
Só meu canto é livre
Porque
Dessa multidão
Prisioneiro sou
Só meu canto é livre
Eu vou

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Love You 'Till The End
The Pogues
Composição: Hunt

I just want to see you,
When you're all alone.
I just want to catch you, if I can.
I just want to be there,
When the morning light explodes,
On your face it radiates.
I cannot escape,
I love you 'till the end.

I just want to tell you nothing,
You don't want to hear.
All I want is for you to say.
Why don't you just take me,
Where I've never been before?
I know you want to hear me.
Catch my breath,
I love you 'till the end.

I just want to be there,
When we're caught in the rain.
I just want to see you laugh, not cry.
I just want to feel you
When the night puts on its cloak.
I'm lost for words, don't tell me.
Cuz all I can say,
I love you 'till the end.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Eu Não Sou Um Bom Lugar

Titãs

Composição: Branco Mello/ Tony Bellotto

Em cada buraco que eu entrava
Eu cavava e não cabia
Toda porta em que eu batia
Tava fechada, ninguém abria

Em cada esquina que eu parava
Eu falava, ninguém ouvia
Toda sarjeta em que eu caía
Eu rolava e não dormia

Vou sair
Não vou mentir
Eu não sou um bom lugar
Aqui eu já não fico mais

Vou mudar
Não vou parar
Não quero mais ficar assim
Eu vou começar por mim

Em cada espelho que eu olhava
Eu procurava e não me via
Toda gaveta em que eu mexia
Não tinha nada, tava vazia

Em cada rua que eu passava
Eu perguntava pra onde eu ia
Toda placa que eu seguia
Tava errada e eu me perdia

Vou sair
Não vou mentir
Eu não sou um bom lugar
Aqui eu já não fico mais

Vou mudar
Não vou parar
Não quero mais ficar assim
Eu vou começar por mim

Eu só peço a Deus

Beth Carvalho

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o q’eu queria

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente


Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente


Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pra Você Guardei o Amor
(Nando Reis)


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Meu Amigo Pedro
(Raul Seixas / Paulo Coelho)

Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não


Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim


Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou


Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura


Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou


Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração


E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou


É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Clave de Vento
(Jaime Vaz Brasil/Adriano Sperandir/Adriana Sperandir)

Sair do poço é sangrar os dedos
Dos pés, da alma, dos veios e veias
Deixar-se preso, mergulhar no espelho
Nadar na insônia das secas e cheias

Abrir o novo é rasgar as águas
Sem barco ou leme
Sem ter porto ou cais
É voar sozinho em clave de vento
Gritar nos olhos cada nunca mais

Ver-se por dentro é morder a entranha
do que é estranho, do que não se explica
Cravar as garras no próprio destino
No desatino de quem parte ou fica

Viver a vida é dançar no abismo
Sem ter cordames na raiz do medo
É ter a alma solta
E nas algemas morrer bem tarde
mesmo sendo cedo

Abrir o tempo é rever lembranças
Do que em pequeno era dor e espanto
Viver a pleno cada desespero
Mesmo sem colo para o acalanto

Saber da vida é pensar vivendo
o que sabemos pouco nos demora
contar segundos é sempre um a menos
Por mais que o tempo estale nas esporas

Abrir os olhos é rever retratos
Gastar as unhas contra a ventania
Até o quando de abraçar a hora
que engole a sombra
E adormece o dia

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Don't Worry Be Happy

Bobby McFerrin

Here's a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry, be happy

In every life we have some trouble
But when you worry you make it double
Don't worry, be happy

Don't worry, be happy now
Oo, ooo...

Don't worry, be happy(4x)
Oo, ooo...

Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy

The land-lord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy

Look at me, I'm happy

Don't worry........ be happy

let me give you my phone number
when you worry, call me I will make you happy

Don't worry...... be happy

Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got no girl to make you smile
Don't worry, be happy

'Cause when you worry your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy

Don't worry, be happy now
Oo, ooo...

Don't worry, be happy (4X)
Oo, ooo...

Don't worry, don't worry, don't do it, be happy
Let the smile on your face
Don't bring everybody down like this

Don't worry, people will soon pass
what ever it is

Don't worry, be happy

I am not worried, "I am happy"
A maçã
Raul Seixas

Se esse amor ficar entre nós dois

Vai ser tão pobre amor, vai se gastar

Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais


Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar


Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Paciência
(Lenine e Dudu Falcão)

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

A vida não pára...
O Poeta e a Estrela
(Carlos Gomes/ Nilton Ferreira/ Ângelo Franco/ Robledo Martins e Nilton Ferreira)

Ele buscava, sangrado,
Coisas suaves pra dizer...
Mas tinha versos povoados
De morte e de renascer.
Ela, tão bela, assistia
A alma dele incendiar...
Virar bem menos que cinzas
Pra depois ressuscitar.

Ele maldizia o sol
Que lhe ofuscava a visão;
Ela flutuava tão plena
No céu do seu coração.
Ela jamais desbotava...
Não deixava de brilhar;
Ele, sedento, implorava
Ganhar asas pra voar.

Ela de longe sorria
Pra quem sonhava tê-la
E no seu peito trazia
O céu de só uma estrela.
Ele sequer desconfiava
Entre suas nuvens de pó,
Que a estrela que lhe encantava
Era de um poeta só!

Que asas o levariam
Ao mais bonito dos céus?
Buscou asas de poesia
Com alma, pena e papel.
E ele então revoou
E desvendou infinitos,
Levando nessas alturas
Os seus amores aflitos.

Ele morreu, renasceu,
E continuou a escrevê-la...
Até que um dia encontrou
Os olhos da sua estrela.
E os dois zombaram da morte
Que castigava sem dó;
O céu de só uma estrela...
A estrela de um poeta só!